| Eu não deveria ter ficado chocado ao ler um artigo numa influente
revista de negócios da semana passada, onde uma empresa constatou o alto nível de
stress, nervosismo e baixo astral na grande maioria de seus funcionários.
Eu também não deveria ter ficado chocado
ao saber que uma das medidas, entre outras, foi a distribuição inclusive para o
presidente da empresa, de bolinhas esponjosas para os funcionários apertarem durante os
momentos de tensão.
Não podemos opinar sobre o projeto
específico, pois desconhecemos os efeitos e a eficiência no longo prazo do aperto da
bolinha e principalmente porque desconhecemos as "outras medidas" aplicadas.
Sem ironia e com muita franqueza, está
longe de nós subestimarmos a qualificação, competência e boa vontade dos profissionais
envolvidos neste projeto. Registrada a importante ressalva acima, vou expressar a minha
opinião sobre o assunto dentro de um contexto geral no universo corporativo.
Acho que se fizermos a mesma pesquisa em
outras empresas os resultados não serão substancialmente diferentes, ou seja, de 70 a
90% dos funcionários admitem estar estressados, deprimidos ou desmotivados. Esta praga,
popularmente denominada de stress, atinge a qualquer um, apenas muda a tonalidade
dependendo da empresa e da natureza de cada ser humano, digo funcionário.
Nenhuma empresa deveria ignorá-la, pois se
não for fatal, pode provocar sérios danos, dependendo do momento do ciclo de vida da
empresa.
Estressados ou deprimidos são apenas dois
lados de uma mesma moeda, o equilíbrio (ou desequilíbrio), mente e corpo que no fundo
reflete a qualidade de vida do Ser humano.
O quadro abaixo mostra os sete resultados
possíveis a partir de um diagnóstico:
| "Configuração" |
Classificação |
Pentium IV |
Extraordinário |
Pentium III |
Excelente |
Pentium II |
Bom |
Pentium I |
Regular |
Pentium |
Razoável |
486 |
Ruim |
386 |
Muito
Ruim |
|
|
Os extremos mais evidentes são
identificáveis com facilidade, pois vejamos:
No extremo inferior o 386 é aquele
funcionário exaurido, cansado, desmotivado, improdutivo, prestes a se afastar por
licença médica ou a procura de uma recolocação, pois no íntimo ele sabe que seus dias
estão contados nesta empresa.
No outro extremo o Pentium IV, o
funcionário ágil, dinâmico, criativo, produtivo, de bem com o trabalho e com a vida,
pronto para aceitar novos desafios que a empresa venha a lhe apresentar. Claro, que os
empresários, CEO's e Presidentes gostariam de ser e de formar um time de gerentes e
diretores que sejam Pentium IV ou Pentium III. Mas a realidade é diferente, as atividades
corporativas são desgastantes e a tendência geral, sem ser regra, é a gradual
degradação e obsolescência, ou seja, um Executivo dinâmico e eficiente hoje pode ficar
desmotivado e improdutivo no futuro. Se a empresa fizer uma análise retroativa poderá
facilmente constatar que isto já está ocorrendo. No início estes funcionários, hoje
estressados e desmotivados, tinham um outro pique e contribuíram de alguma forma com o
progresso da empresa.
Devo deixar claro que existe uma
co-responsabilidade da empresa pela queda de qualidade de vida do funcionário e não
creio que apenas uma academia de ginástica ou exercícios de relaxamento muscular sejam
suficientes para reverter o quadro e a tendência.
Eu diria que existe uma relação direta
entre a qualidade de produtos e serviços com a qualidade de vida dos management´s da
empresa.
Também podemos dizer que a eficiência e
produtividade da empresa depende da qualidade de vida do staff administrativo e
operacional.
Apenas como exercício, imagine o futuro de
uma empresa em que todo seu management seja composto de 386 e 486 e uma outra empresa
concorrente onde só tenha Pentium III e IV.
Mas você deve estar se perguntando: -
Então o que fazer para "cuidar" dos estressados?
Um eficiente programa de qualidade de vida
deve ser mensurável de uma forma objetiva e imparcial e deve promover o upgrade do
executivo, ou seja um 486 hoje será um Pentium II amanhã e Pentium III depois de
amanhã.
Mas o mais importante é que podemos fazer
este upgrade, ou seja, podemos melhorar a qualidade de vida, independentemente da
formação cultural ou nível sócio econômico das pessoas.
Como? Avivando a força interior, alterando
hábitos, promovendo a redução da ansiedade, stress, irritabilidade e uma série de
outras sensações "inimigas" do nosso sucesso pessoal e profissional.
Utilizando como ferramentas os novos ramos
da ciência, como a psiconeuroimunologia, neurociência, medicina comportamental, science
food, neurolingüística, além da fitoterapia e suplementos alimentares, promove-se
gradualmente um maior bem-estar e felicidade na vida.
Lembre-se: o upgrade da empresa será
diretamente proporcional ao de seus executivos e funcionários.
Por Antonio Carminhato |

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* Antonio Carminhato é Instrutor de
Qualidade de Vida, pós-graduado na Holanda, Diretor do Instituto Arte de Viver www.felicidade.com , que tem por finalidade elevar o
nível de bem-estar e eficiência profissional, através de cursos de Qualidade de Vida
pela Internet e empresas, além de ministrar palestras sobre o tema em todo o Brasil.
E-mail: assessoriadeimprensa@felicidade.com |
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