Recursos humanos: Realidade e
Ficção |
Por Lenize Freitas Lopes.
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Minha experiência clínica como
psicoterapeuta, há quase vinte anos, tem me proporcionado um bom aprendizado sobre o
homem, seus sentimentos, emoções, expectativas, conflitos e etc. em cada um, sua forma
peculiar de se manifestar. Embora minha dedicação tenha sido quase que exclusivamente
nesta área da psicologia, busco estar em contato com outros segmentos da profissão no
intuito de obter uma visão mais abrangente deste trabalho no mundo atual.
Reparo na preocupação das escolas que procuram respeitar e preservar o ritmo, as
habilidades e a criatividade de seus alunos, a despeito de seus programas muitas vezes
ultrapassados, focalizando o bom aprendizado e desenvolvimento destes para prepará-los
para a vida adulta e para o mercado de trabalho.
No campo organizacional, supreendo-me com a rapidez com que as empresas modificam, ou
tentam modificar, sua conduta e estratégias com vistas no sucesso da organização e
satisfação de seus funcionários.
Em todos os setores investe-se o máximo de recursos - financeiros , intelectuais, etc.. -
para promover a realização de funcionários e usuários, ampliando-se os lucros.
A alta competitividade, o avanço tecnológico, a política de consumo e o capitalismo
crescente têm estimulado bastante o desenvolvimento do setor de Recursos Humanos que, ao
dar sustentação a empresa e sua equipe, tornou-se essencial para que o empreendimento
atinja suas metas, supere seus objetivos e alcance o sucesso.
Entretanto, dentro desta mesma perspectiva, como não olharmos para os recursos humanos de
forma mais ampliada?
Que recursos tem a grande maioria dos humanos para administrar sua sobrevivência,
desenvolver seus talentos, aprimorar seus conhecimentos, investir em seus projetos de
vida? Adequar-se, a que perfil? Que equipe oferece a camisa para que ele a vista?
Em tempos de desemprego, competição acirrada e consumismo selvagem, quem tem trabalho
luta para preservá-lo; quem não tem luta para conquistá-lo. Porém, a nenhum deles é
facultada a garantia. E esse é o motivo da nossa angústia e inquietação.
Não temos o poder de concretizar nossos projetos, realizar nossos sonhos e garantir nosso
futuro. Temos sim, possibilidades. O que não nos da garantias, mas renova nossas
esperanças. Temos a capacidade de sonhar.
Sonhar é a possibilidade de estarmos livres para esperar. E é na esperança que está o
chamado do futuro. Sonhar, na perspectiva da esperança, é o maior dos recursos humanos.
É nesse recurso que temos que investir em nossas empresas, em nossas salas de aula e em
nossos consultórios, disponibilizando ao homem oportunidades para desenvolver seu recurso
mais caro.
Estejamos conscientes de que nossas necessidades serão sempre maiores que as
possibilidades viabilizadas.
"Dos dinossauros só sobraram os ossos. Os animais mais poderosos e maiores a andar
sobre a terra desapareceram. Força e tamanho lhes foram inúteis." (Ruben Alvez - A
gestação do futuro - p.25).
Nosso desafio está em elaborar estratégias onde a responsabilidade social das
organizações seja sua principal meta para construir um cenário mais dimensionado e
compatível com o seu sucesso que, então, poderá ser considerado legítimo.
Este texto não tem a pretensão de negar o progresso, mas provocar no leitor uma
reflexão no sentido de transformar a maneira com que temos feito nosso caminho em busca
da evolução.
Por Lenize Freitas Lopes. |

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CRP. 16.918/06
Psicóloga e Supervisora Clínica, Licenciada e Bacharel em Psicologia
Pela Universidade Católica de Santos.
E-mail: lenize.freitas@ig.com.br |
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