Quem é de fato um
empreendedor?
Quem apenas copia o negócio de um
concorrente ?
Quem apenas usufrui de informações
privilegiadas e do tráfego de influência?
Quem faz da sonegação de impostos o
alicerce de sua competitividade e de seus lucros?
Acho que não, isto não é o que
entendemos como empreendedor nos dias de hoje. Mas para iniciar a minha exposição
recorro a definição do dicionário, que é:
...que empreende coisas difíceis;
arrojado; realizador.
Da mesma forma que existem sete
verdades*, cada qual interpreta de sua forma ou conveniência.
Na minha interpretação, não vi na
definição do dicionário a palavra dinheiro, lucro ou qualquer referência ao vil metal,
pelo menos diretamente.
O mesmo não se pode dizer da definição
de empresário:
O que empreende ou que dirige
alguma indústria, exploração, empresa
Neste caso o vínculo com a obtenção de
lucro está mais evidente.
Claro que no mundo globalizado e
capitalista (existe outro?) o lucro é um dos objetivos, o mais evidente dos
empreendedores/empresários. Mas não deve (ou deveria) ser o único.
Existem muitos empreendedores que não
são empresários.
Cientistas, pesquisadores, inventores,
líderes comunitários, entre outros, são essencialmente empreendedores, pois
executam atividades difíceis, arrojadas e realizadoras.
Existem empreendedores que são
empresários, mas muitos empresários que não são empreendedores.
Os empresários que balizam suas
ações pela conduta especificada no início do artigo, não podem se considerar
empreendedores, pois não se propõem a fazer nada ou quase nada que seja difícil;
arrojado ou realizador.
Estas palavras aparentemente
tão simples e próximas podem dar margem para tantas opiniões divergentes, e pode nós
levar a refletir mais profundamente sobre que tipo de empreendedor estamos sendo ou
estamos planejando ser.
Creio que o parâmetro que baliza o
quanto somos empreendedores ou empresários (à moda antiga) é o nível de consciência
do indivíduo.
Este nível de consciência reflete as
nossas ações e principalmente as nossas intenções.
Há muitos anos já não consideramos
éticas as atividades empresariais que produzem direta ou indiretamente danos ao meio
ambiente.
Na natural evolução deste conceito,
explode a percepção da responsabilidade social e vemos surgir dezenas de iniciativas
privadas.
Mesmo sabendo que o governo poderia fazer
mais, a sociedade civil se agrupa para tentar diminuir os sofrimentos e
desigualdades sociais.
Esta gradual e irreversível elevação
do nível de consciência está ligada a uma leve percepção de que somos apenas grãos
de areia de uma mesma praia.
O grão de areia individual (ego) começa
a sentir que sua própria evolução depende também da qualidade da praia, pois estamos
todos intimamente ligados.
* Termo utilizado pelo autor: Podemos
dizer que existem sete (ou mais) verdades, pois cada pessoa tem sua própria verdade
dentro de seu limite de conhecimento ou consciência. Como todos têm sua parcela da
verdade, podemos dizer que cada um de nós tem sua verdade relativa e "ninguém"
tem a posse da verdade absoluta.
Por Antonio Carminhato |

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** Antonio Carminhato é Instrutor de
Qualidade de Vida, pós-graduado na Holanda, Diretor do Instituto Arte de Viver www.felicidade.com , que tem por finalidade elevar o
nível de bem-estar e eficiência profissional, através de cursos de Qualidade de Vida
pela Internet e empresas, além de ministrar palestras sobre o tema em todo o Brasil.
E-mail: assessoriadeimprensa@felicidade.com |
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