A
dinâmica educacional visa em última análise a uma mudança de comportamento por meio de
todo um processo de aprendizagem. Dentro desse enfoque torna-se necessário analisar a
própria posição do educador a partir de um contexto crítico e em total sintonia com a
realidade em que se ignore ainda uma certa dose de teor ideológico.
É de certa forma transparente a necessidade de um empenho coletivo para que os reais
objetivos educacionais sejam plenamente atingidos e essa responsabilidade não se limite
à atuação do educador como profissional mas envolva também uma sensível
participação dos órgãos governamentais para prover e alocar recursos suficientemente
adequados ao perfeito cumprimento desses objetivos.
Por outro lado o que temos visto nos últimos tempos é a queda significativa e
generalizada na qualidade de ensino e em todos os níveis. Temos visto também um grande
número de movimentos por reivindicações quase sempre adiadas ou habitualmente
negociadas por interesses outros. Entretanto a par das questões financeiras que preocupam
a todos nós é mister ressaltar o verdadeiro compromisso do educador com seus educandos
principalmente aqueles pertencentes às classes sociais mais necessitadas e carentes.
Tenho a impressão de que é sobre este prisma que deveriam ser debatidas as questões
educacionais. O compromisso de educar não se restringe somente à formação cultural e
profissional de seus educandos.
Sua responsabilidade é mais ampla e abrangente. Ele é responsável e deverá contribuir
também de forma eficaz para o crescimento pessoal dos educandos. Para tanto o educador
deverá estar atento ao contexto social, político e econômico dentre outros que vivemos.
As recomendações abaixo devem ser apreciadas por todos aqueles que acreditam na
educação e por educadores de uma forma geral: Ter a sensibilidade
suficiente para detectar, diagnosticar e compreender diferenças individuais;
Despertar, estimular e desenvolver habilidades e potencialidades;
Conquistar a confiança de seus educandos por meio de um relacionamento cordial e
maduro;
Administrar sistemas de avaliação mais justos;
Adotar uma posição democrática sem contudo deixar escapar o aspecto disciplinar
extremamente importante à condução de suas atividades;
Desenvolver um plano de trabalho coerente e predefinido;
Preparar temas condizentes e com recursos pedagogicamente adequados;
Possuir um domínio considerável de conteúdo;
Saber dosar o ritmo de suas aulas;
Criar um canal bilateral de comunicação mesmo porque hoje já não há mais
"espaço" para o educador "sabe-tudo" e com estilo radical de ensino;
Transmitir conhecimento de forma sistematizada;
Preparar o aluno para as dificuldades, sejam elas pertinentes ao mercado de
trabalho ou de qualquer outra natureza;
Preferir o diálogo à crítica;
Trabalhar com o "psicológico" de seus alunos. Que não se entenda aqui
"psicológico" como uma artimanha manipuladora e condicionante mas sim como um
conjunto de técnicas motivacionais para superar desafios.
A educação é uma tarefa
importante e séria. Deve ser objeto de estudos e reflexões constantes. Deve ser vista e
exercida com os olhos mais largos por parte dos educadores. A prática educacional quando
assim exercida não se limita a um simples trabalho ou fonte complementar de renda. Quando
desenvolvida dentro dessa dimensão e magnitude é acima de tudo uma arte. Uma arte
difícil é verdade mas extremamente gratificante.
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