| Foi-se a época em que aprendíamos um
ofício, começávamos a trabalhar e passávamos o resto da vida no mesmo trabalho,
exercendo sempre o mesmo cargo, sem que surgissem novas exigências no dia-a-dia. Esse
período de comodismo e falta de incentivos para o próprio autodesenvolvimento está com
os dias contados. Hoje, o mercado de
trabalho mudou! A busca por profissionais melhor qualificados, versáteis e capazes de
oferecer soluções confiáveis para vários tipos de problemas, está se intensificando a
cada dia por parte das empresas de pequeno a grande porte. Já não basta que um
profissional traga em seu currículo o importantíssimo título de bacharel, ou grau
superior completo, pois para muitas empresas, um profissional com formação
universitária não fez mais do que a obrigação de preparar-se com o básico para
ingressar no mercado de trabalho. É por isso que, mesmo estando formado e trabalhando
ativamente, importa que o profissional esteja sempre em busca de melhorar seus
conhecimentos técnicos, habilidades pessoais e comportamento. Buscar novos conhecimentos
e desenvolver novas habilidades através de estudos específicos, ou de atividades que o
ajudem a melhorar o relacionamento humano, nunca será demais, tratando-se de atitude cada
vez mais bem vista pelas empresas do mundo moderno!
Para entendermos melhor a verdadeira importância do
autodesenvolvimento na hora de conseguirmos espaço no mercado de trabalho, vamos
acompanhar o processo seletivo de um profissional.
Processo Seletivo
Peguemos o exemplo de uma empresa que precisa montar uma
equipe para trabalhar no desenvolvimento e manutenção de um sistema de automação
bancária. Para isso precisarão de profissionais com forte conhecimento no setor
bancário, análise de sistemas, programação, gerenciamento, treinamento e suporte ao
cliente.
Primeira etapa: Seleção de
currículo
A primeira etapa no processo seletivo será fazer uma busca
dos currículos de profissionais que estejam à procura de trabalho e preencham todos os
requisitos técnicos exigidos pelos cargos em questão. Essa busca de currículos pode ser
feita pela internet, através de sites de recolocação profissional como o
"Precisa-se.com.br", ou através de agências de emprego e firmas de recursos
humanos.
Nessa etapa de seleção somos avaliados pelos nossos
conhecimentos, ou seja, nossa formação acadêmica, cursos e especializações, idiomas,
e principalmente, experiência profissional. É nessa fase que muitos profissionais de
potencial perdem grandes oportunidades por não conhecerem, por exemplo, um outro idioma.
Mas, como estar preparado para não perder oportunidades e aumentar potencialmente as
chances de passar por essa primeira etapa de seleção?
É muito simples: estudando, estudando e estudando...!
Fazendo cursos e especializações que aumentarão o seu
potencial na área em que atua, assistindo palestras, seminários, lendo jornais, livros e
revistas, e se interessando por assuntos gerais mesmo que, à primeira vista, não tenham
nenhuma ligação com sua área de atuação. Muitas vezes ter uma visão ampla de um
assunto faz mais diferença na solução de um problema do que a simples aplicação de
alguns conhecimentos técnicos. Há inúmeras formas de melhorar o seu currículo. Procure
instituições de ensino dentro ou fora de sua cidade, ou até mesmo no exterior, e
desenvolva o interesse pelo aprendizado. Isso só lhe trará benefícios!
Segunda etapa: Entrevista e Dinâmica de Grupo
Uma vez selecionados os profissionais capacitados ao
preenchimento das vagas, a empresa entrará em contato para a segunda etapa de
avaliação, quando será feita uma entrevista e, muitas vezes, uma dinâmica de grupo.
Agora pense comigo, amigo leitor: qual o objetivo de uma entrevista, ou dinâmica de
grupo, se a empresa já percebeu, pelos currículos selecionados, que todos os
profissionais satisfazem as necessidades técnicas das vagas que foram abertas? Essa
resposta também é simples...
É praticamente impossível avaliarmos, em um currículo,
as habilidades e o comportamento pessoal de cada indivíduo. Não podemos saber se ele é
tímido ou extrovertido, quieto ou falante, se sabe ou não se expressar, se tem
raciocínio rápido ou lento, se sabe colaborar com as pessoas e trabalhar em equipe, se
é educado ou não. Portanto, buscar desenvolver habilidades como boa oratória,
autoconfiança, criatividade, boas maneiras, senso crítico aguçado, boa capacidade de
trabalhar em equipe e de se relacionar produtivamente com outras pessoas, serão afinal,
fatores determinantes no seu sucesso e crescimento profissional.
Apreciar obras de arte, ouvir boas músicas, fazer aulas de
teatro, dança, música, canto, desenho ou pintura, participar de projetos filantrópicos
e sociais, entrar para uma Organização Não Governamental (ONG), ter um bom grupo de
amigos com o mesmo objetivo de autodesenvolvimento e até mesmo procurar uma religião ou
filosofia de vida, são sugestões que estarão colaborando para o seu crescimento pessoal
de forma leve e divertida e, com certeza, farão grande diferença no seu crescimento
profissional e pessoal!
Enfim, há pessoas que me olham e dizem: você é um
sujeito de sorte! O engraçado é que quanto mais estudo, quanto mais procuro melhorar
minhas habilidades pessoais e o meu comportamento perante o próximo, mais sorte eu tenho
na vida. Então, cheguei à conclusão de que não existe sorte. As oportunidades chegam
para todos! O problema é que nem todos estão preparados para agarrá-las...
Esteja você preparado quando a oportunidade bater à sua
porta! Estou torcendo por você.
Mateus Lopes
Por Mateus Lopes |

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Mateus Lopes é Diretor de Tecnologia, formado
em Processamento de Dados pela FATEC-BS.
m-l@uol.com.br |
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